domingo, 21 de junho de 2009

Dólar fica fora do documento final da cúpula do Bric

Fonte: O tempo


ECATERIMBURGO, Rússia. O rascunho do documento final da primeira reunião do Bric, sigla criada em 2001 pelo banco de investimentos Goldman Sachs para se referir aos países emergentes Brasil, Rússia, Índia e China, não faz menção ao papel do dólar ou da criação de uma moeda supranacional de reserva, um dos principais temas do encontro.
Entretanto, o grupo defende no texto sua maior participação em instituições financeiras internacionais e um sistema monetário diversificado, estável, previsível.
A primeira cúpula presidencial dos Brics foi realizada em Ecaterimburgo, cidade na parte asiática da Rússia, onde o último czar russo foi executado em 1918. No encontro, previsto para durar apenas quatro horas, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, o chinês, Hu Jintao, o russo, Dmitri Medvedev, e o primeiro ministro indiano, Manmohan Singh, discutiram temas relacionados à crise econômica global.
As quatro maiores economias emergentes do mundo atuarão de forma coordenada na reforma do sistema financeiro internacional. A estratégia visa reforçar a posição dos quatro países, em especial a próxima reunião do G20, marcada para setembro, nos Estados Unidos. Antes disso, porém, será implementada no encontro dos sete países mais ricos mais a Rússia (G8), em julho.
O anúncio da cooperação foi formalizado na declaração oficial do evento e reafirmado em entrevistas concedidas por líderes políticos do bloco. "Nós queremos cooperar estreitamente entre nós e com outros parceiros para garantir maior progresso da ação coletiva na próxima Cúpula do G20", informou documento.


O texto é conclusivo sobre as pretensões dos quatro: "As economias emergentes e em desenvolvimento devem ter maior voz nas instituições financeiras internacionais, e seus líderes e diretores devem ser designados por meio de processos de seleção abertos, transparentes e baseados em méritos."
Ludimila Rodrigues.

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